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era uma casa…

no ritmo do “progresso” (aquele limitado, que rima com asfalto, concreto e pistas para carros e que é servil a uma classe muito bem definida) postamos essa série sobre uma das casas desalojadas na Antônio Carlos. é na verdade o esqueleto de uma construção, que começou a ser demolida na segunda etapa da duplicação da avenida e sabe-se lá por que está de pé até hoje. excurssionamos pra lá um dia desses prum rolé de reconhecimento – esse registro fotográfico é o resultado desse rolé.

a casa – à lá “uma casa muito engraçada” – não tinha portas nem janelas, só um amontoado de cômodos vazios, sujos de fuligem de fogueiras improvisadas, fezes e outros vestígios da presença precária de uns pedretes. dinâmico, o espaço ganhou uma nova função naqueles dias de dias contados: virou um noiódromo. [como já foi dito anteriomente, o excluído acaba dando as caras…]

voltamos lá depois para ocupar a mesma casa com algumas pinturas e grafites. em breve postamos o resultado.

fachada

a fachada, com um primeiro graff, do Aries

fachada

maloca

“maloca”

corredor

vestigios

vestígios

buraco